20 Setembro 2010

 

Desde que fiz o upgrade da minha Roland V-Drums para a TD-20K, o módulo da TD-8K ficou ali parado a um canto. Já andava há uns tempos para lhe dar uma utilização mais criativa, até que surgiu uma boa razão (mais tarde explico), para o fazer.

 

A bateria do Guitar Hero é uma treta. Falha imenso e não dá grande gozo jogar com ela pelo que durante o último ano tem ficado ali ao canto a apanhar pó. Ainda pensei aproveitar o jack midi para a ligar ao PC mas rapidamente me apercebi que é MIDI-IN apenas. Serve para calibrar os pads.

 

O plano B era mais complicado mas mais divertido. Um pad de bateria não tem grande magia. Um bocado de borracha ou outro material do género com um piezo e é tudo. Porque não fazer hijaack aos piezos, montar-lhe umas fichas de jack fêmea e ligá-la ao 8k?

Foi exactamente o que fiz. Material:

 

5 fichas jack fêmea de painel

Ferro de soldar

Solda

Berbequim

5 caixas de junção

10 parafusos

 

Tempo: 2 horas incluindo o tempo de andar à procura das ferramentas

 

 

O mais complicado ainda foi encontrar um bom spot no chassis da bateria para ligar as fichas. O resto foi trivial. Retirar o circuito, desligar os fios e soldá-los às fichas (usei um cabo extra para ter mais mobilidade).

 

Uma vez fechado, liguei à TD-8K e aqui está o primeiro vídeo da coisa :)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Just works.

PS: é perfeitamente possível fazer isto de forma não destrutiva, i.e. A bateria pode continuar a funcionar no jogo. Basta para tal derivarem os cabos para ambos os conectores (XBOX e fichas jack)

publicado por Eduardo às 19:56

10 Dezembro 2007


Qualquer melómano que se preze conhece a máxima que regula a criatividade e a qualidade da produção musical. É daquelas certezas que não se explica mas que volta sempre como as marés. Melhor comparação ainda é a história dos lagartos nunca passarem do Natal. Ninguém sabe porquê, mas todos os anos acontece.
No caso da indústria musical, reza a máxima que a partir do terceiro álbum tudo muda. Perde-se o encanto, a novidade, a criatividade, em suma: a qualidade.
Antes de começarem a atirar pedras (Stones), escaravelhos e outras velharias, é óbvio que toda a regra tem excepção. Até mesmo os lagartos já ganharam qualquer coisa há uns anos atrás.

Vejam-se os Clã, os Dire Straits, o Joe Jackson, o Marcus Miller, os Trust, os Madredeus, etc...
São exemplos escolhidos por marcarem a diferença quando surgiram. E a todos aconteceu o mesmo.

Mas o que tem isto a ver com o Guitar Hero?

Tudo! Não imaginava que os criadores do jogo levassem a pseudo-simulação a este extremo.
Meus amigos, o Guitar Hero III é... UMA BOSTA!
Assim. Sem guarda-chuva nem luvas de pelica. Uma valente peça de lixo tecnológico.

Os mais desconfiados dirão: "Lá está mais um palhaço a falar mal do jogo só porque não consegue acertar duas notas seguidas". Eu ofendo-me com a segunda parte da frase.
Perdi horas a mais com o Guitar Hero I e II para poder dizer isto.

O GH III prometia ser a melhor coisa depois do bolo de chocolate com creme de leite. E tinha tudo para isso. Novas consolas, novas formas de conectividade, etc etc.
Infelizmente, ao terceiro álbum, perderam-se.
Comprei a versão para a PS3 (por não encontrar a da XBOX 360 em lado nenhum). Odiei.
Sim, os gráficos estão bons, o som também. A guitarra é bem melhor que a anterior e ainda por cima é wireless. A jogabilidade? ZERO.

Fazer um jogo que dependa da perícia e destreza do jogador é tarefa difícil. Difícil porque tem de ter uma dinâmica e mecânica impecáveis. O jogador tem de sentir total confiança quando executa uma "manobra", i.e. uma sequência de teclas premidas na mesma ordem e no mesmo tempo tem SEMPRE de produzir os mesmos resultados. Esse é o princípio fundamental. E isso acontecia no Guitar Hero I e II. Era previsível. Como um bom carro bem equilibrado.

Jogar esta nova versão é como conviver com um felino numa jaula. Nunca se sabe o que vai acontecer a seguir. Só o desfecho é previsível, i.e. negativo.
São inúmeras as secções das músicas em que a matemática não funciona e é substituída pela surpresa indesejável. Notas que sabemos que acertámos mas que a consola diz que não. É frustrante.
Depois de muito pesquisar e de ler comentários igualmente frustrados de outros infelizes compradores, ainda julguei tratar-se de um problema da versão PS3. Provavelmente justificada pela implementação wireless ad-hoc que usaram. As pressas de lançamento dão nisto. Ao invés de usarem o protocolo wireless que os comandos de PS3 usam, optaram por um wireless transmiter ligado por usb.
Crédulo e apaixonado do jogo como sou, fui atrás da versão PS2. Liguei-lhe as velhas guitarras das versões anteriores e o resultado foi o mesmo.

Conclusão? Incompetência e má programação. Tanto investimento em marketing deve ter limitado o valor disponível para o que realmente interessava.

Podia continuar aqui com mais comparações automóveis entre ferraris com motor de rega e um bom carro de rally, mas já é chover no molhado.

Não comprem!
publicado por Eduardo às 14:24

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